sexta-feira, 22 de julho de 2011

SONETO Nº 45

Em que ponto perdeu-se o rumo da vida?
Escorregaram pelas sarjetas desses anos,
Ou as grades do tempo prenderam meus planos?
De onde veio tal tristeza incontida?

Quais sentimentos causaram tantos danos?
De onde surgiu esta solidão sofrida?
Por que a alegria foi-me proibida?
Quem há de responder esses meus desenganos?

Não atendo a quem à minha porta bate.
Também deixei de abrir qualquer janela.
Nessa casa não entrará quem me maltrate.

A mim, o que resta, é viver nessa cela
Em que o tempo de pena não há quem date.
Eu, a solidão e esta saudade dela!

Um comentário:

valquiria silveira disse...

Gostei muito do teu blog... Gostaria muito de ti ver no feita poesia que é um pouco de mim se gostar me segue e comenta vou ficar muito feliz:http://soueufeitapoesia.blogspot.com/
...Um dia iluminado fica com papai do céu bj !