segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SONETO Nº 44

Deveras estranho sentir desta maneira...
Um avesso escabroso que me atinge...
Uma nuvem negra que a minh’alma tinge...
Um sentir sem sentido. Sem eira nem beira...

Enigma mui maior que o da esfinge...
Chega trazendo a dor como companheira...
Fado deste ser, ou praga de feiticeira?
Só sei é que, no meu peito, provoca ginge!

Agonia nunca antes vivenciada,
Invade e me domina, feito doença.
Confunde; torna a vida amargurada.

Olhar-te decreta essa minha sentença
De hoje sentir mais saudades, oh amada,
Quando quedo na tua linda presença.

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