quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SONETO Nº 42

O que mais poderia envolver tal alma?
E onde mais tanto amor habitaria?
Sem tal, o espírito, solto, vagaria
Em busca de onde se alojar com calma.

Digo do teu corpo, formas em bicaria!
Onde já dei de repousar olho e palma...
Pelo qual o meu (inevitável!) encalma.
Pelo qual todo anjo odes cantaria.

Teu corpo vai muito além de só beleza.
É um altar para quem carinho cultua;
Fez-me ser firme, mas sem perder a leveza...

E, mesmo padecendo da ausência tua,
Lembrar de cada detalhe, com a certeza
De saber o esplendor que é vê-la nua.

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