terça-feira, 14 de julho de 2009

SONETO Nº 38

Naquele dia em que você p’ra mim sorriu
Pela primeira vez de outras tantas depois,
Criou-se lume e magia entre nós dois
Sem que nem mesmo notássemos o que surgiu.

Eu, por mim, logo reconheci tudo que sois.
Vi o meu futuro no sorriso que fluiu,
Que tomou conta, mas tão brevemente sumiu.
Dei-me saudade e esperança, ora, pois!

O tempo, senhor do ansioso e tolo,
Teimava em tiquetaquear os meus dias;
E eu buscava outros risos em consolo.

Mas quem persevera tem certas primazias,
Faz de cada fração do tempo um tijolo,
Construindo um presente de alegrias.

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