quarta-feira, 8 de julho de 2009

SONETO Nº 36

Rasgo-te as vestes com o olhar pedinte
E viajo por tuas curvas sem tocá-las
Com minhas mãos sequiosas de passeá-las,
Hoje, amanhã e pelo dia seguinte.

Miro-as em êxtase, e observá-las
É tão sublime e tem tamanho requinte
Que despi-la assim já não é um acinte,
Mas mostrar, assim, silente, as minhas falas.

Dizer-te do meu desejo e do meu amor
É o que fazem meus olhos ao despi-la
Mas sem, contudo, despojá-la do teu pudor.

E eu, feito de um punhado de argila,
Ganho vida, coração e alma em fervor,
Ardendo em chamas, até virar favila.

2 comentários:

Elainesartori disse...

Dizer-te do meu desejo e do meu amor
É o que fazem meus ilhos ao despi-la
mas sem contudo,
despejá-la de seu pudor

De uma sensualidade sutil, fantástica e de ótima qualidade.
Amei amigo seu soneto.
Parabáns!
Beijos poéticos.

Elaine Colonhezi

fabiana disse...

QUE MARAVILHOSO É SABER QUE OS OLHOS DE UM POETA, NÃO SÓ PERCEBEM O AMOR, A COR, A DOR... SENTEM DESEJO E CALOR, MESMO QUE ESTE DESEJO SEJA ALGO ANGELICAL.SÓ MESMO UM POETA PODE DESPIR O AMOR COM OS OLHOS DO CORAÇÃO.
PARABÉNS AMIGO, É LINDO TEU SONETO.

BIA