quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

SONETO Nº 28

Não procures nas entrelinhas dos meus mal escritos
Confirmação para idealizações que em mim não hão.
Sou isso: o que aparece, o que se mostra sem ilusão.
Não consigo rabiscar o papel com enganos malditos.

Na minha escrita inexiste o que não cala ao coração;
Há o que expressa, da minha vida, os seus exscritos.
São sentimentos existentes, para tal fim conscritos.
Só recai sobre a folha o que vem d’alma e coração.

Desista então de buscar o que não seja a realidade.
O que verás será a minha fala mais sincera e justa;
Passe as vistas, leia! Atente para a grafada verdade.

Se queres de mim o que tenho de meu, nada custa;
Mais que imaginares ou expressares, será maldade.
Estou, assim, manifestado e dito: p-á-pá-santa-justa.

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