quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

SONETO Nº 27

Percorrer toda geografia do teu corpo com a minha mão,
Tão leve, suavemente, quase sem tocar cada penugem;
Tal qual uma viração graciosa por sobre tua pelugem...
Acariciar-te-ei por inteiro, confundindo real e abstração.

Partirei do centro da nuca, sorvendo suor em amarugem;
Descerei as espáduas, percorrerei da coluna a extensão.
Pararei entre as covinhas, a buscar o ventre, em servidão.
Já serei escravo do desejo e estarei repleto de coragem.

Retornarei em contramão até teus seios intumescidos.
Com desejo e paixão contidos, manter-me-ei delicado;
Irei escorrer pelos teus braços, quedados, desfalecidos.

Visitarei planícies, elevações, vales e, em um ato ousado,
Das nádegas avançarei, sereno, aos flancos embevecidos.
Pararei, enfim, à vulva macia, e pousar-me-ei ao teu lado.

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