quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

SONETO Nº 26

Que seja cada um o seu próprio ser amado,
Para que possa aprender o amor verdadeiro.
Pois não pode saber amar outrem por inteiro
Quem que só sabe viver com outro ao lado.

Careço de mim mesmo, sempre e primeiro.
Ser feliz tem que ser meu sonho arraigado;
Meu fado; minha sorte; um objetivo cerrado.
Destarte, será, amor, sentimento costumeiro.

Então, amando-me assim, com tal acuidade,
Posso arvorar-me, por fim, em poder amar-te;
Por estar certo de ser amor a minha verdade.

Desta forma, dôo-te, absoluta, minha parte
Mais franca; sabedor da sua imutabilidade.
Amor para sempre, tenho agora para dar-te!

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