terça-feira, 18 de setembro de 2007

SONETO Nº 21

Ah, que saudade intensa, imensa, eu tenho
Dos beijos ardentes que ainda não trocamos;
Das noites em que ainda não nos tocamos.
É nesta saudade que todo amor eu empenho.

E o que importa quanto tempo nós ficamos?
Do tempo, dele, rio e, até mesmo, desdenho.
O tempo diz: Vou! O amor responde: Venho!
E só importa a intensidade com que amamos.

Por saber-te livre, por isso, jamais te perderei.
É essa liberdade perene o que mais nos une.
Não queres minha vida; a tua, jamais eu terei.

Longe ou juntos, a tudo nosso amor é imune.
Sempre de mim terás e eu sei que de ti terei
Esse amor que entre nós, alegremente, zune!

2 comentários:

MARCIA disse...

Belo como sempre, um acalanto para a alma atormentada por d�vidas reais acerca do amor. Pena que eu n�o tenha alma de poeta.Sou simpl�ria com alma de quem ama o belo.

Heloisa disse...

Maninho,lindo,lindo,lindo!
Como você sabe que não sou nada curiosa,daria para contar para quem eles foram feitos rsrsrs!!!
Queria que o meu Marco Aurélio fosse poeta igual a você.
Beijos e parabéns !