segunda-feira, 10 de setembro de 2007

SONETO Nº 20

Que queres aqui, Senhora Dona Morte?
Se a mim viestes buscar, leva-me, pois.
Qual outra razão uniria assim a nós dois?
Faz o teu trabalho; consuma-me a sorte.

Mas não, Senhora Dona Morte, depois.
Este teu rondar traz tormenta de tal porte
Que suplicar-te-ei, Senhora Dona Morte:
Não finjas não ser quem sei que sois.

Vestida de anjo ou em negra túnica,
Não há outra mais com tal semblante;
Conheço-te muito bem e sei-te única.

Mas, ficando assim comigo, todo instante,
Tingindo paisagens em cores púnicas;
Torna-me a vida por demais debilitante.

2 comentários:

espelhoabstrato disse...

Ela que se engrace pro seu lado!
Rasgo-lhe a túnica e o semblante; Mato-lhe de um só ato!
Humpf!

Heloisa disse...

Não gostei .Apesar de saber que é a única certeza que temos nesta vida,não gosto de falar em mote,mesmo que num soneto.
Prefiro que vc fale de coisas alegres.
Beijos da maninha !