segunda-feira, 3 de setembro de 2007

SONETO Nº 19

Aquilo que me agiganta, também a mim apequena,
Se não me cresce o espírito, mas só a vã vaidade.
Louvores e homenagens absorvidos com acuidade
Não devem leva-nos ao facho desta breve arena.

Mas se isso ocorre, tende o feito à anulabilidade,
Comuta-se, pois, mérito, em putrefata macotena;
Tornando o espetáculo num vazio de entrecena;
Visto perder, então, a glória, toda sua asseidade.

Então serventia não há, jamais, em ansiar à honraria,
De prêmios, troféus e pódios coroados em louros.
Melhor prosseguir caminho humilde e de galhardia.

Se acaso me der a vida bronzes, pratas ou ouros,
Q’eu saiba agigantar a alma e não o ego que assedia
A quem se perde do certo, em busca de tesouros.

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