sexta-feira, 17 de agosto de 2007

SONETO Nº 15

Perdoe-nos esta falta de abraços
E dos beijos que não podemos trocar.
Perdoe-nos pela impossibilidade de amar
Com você nos meus e eu nos teus braços.

Perdoe-nos ainda não termos um lar,
Onde sejam de alegria todos espaços.
Perdoe-nos não estreitarmos os laços
Que já nos unem, cada um noutro lugar.

Perdoe-nos por esta saudade tão imensa.
Por dormirmos um sem outro, perdoe-nos.
Perdoe-nos pela vontade, também intensa.

Por não sermos culpados, então, perdoe-nos.
Perdoe-nos pela distância estar tão densa;
E por ser o Amor nossa Verdade, perdoe-nos
.

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