sexta-feira, 17 de agosto de 2007

SONETO Nº 14

De quão longe tão belo sentimento reata
O que por muito ficou silente, adormecido,
Já não mais importa por ter ele vencido
Espaço, tempo e vidas em revindita exata.

Retorna e surpreende com tantas convergências
Que nos uno e harmoniza em rapidez improvável.
E, por ser amor, sabe, tão somente, ser amável;
Afirmando ser destino e não meras coincidências.

Coloca em meus nos braços a amada desejosa
De ser mulher, de ser feliz e de poder confiar
No homem que a ama de forma pura e preciosa.

E este homem, então, não teme por ela chorar
De alegria incontida, verdadeira, prazerosa;
Sentindo-se enfim ladeado do seu derradeiro par.

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