sexta-feira, 17 de agosto de 2007

SONETO Nº 12

Pergunta-me, então, o que de ti exigirei
Para dar-te por inteiro o meu amor
E de pronto, à vera, sem nenhum pudor
Apenas uma coisa a ti responderei.

Direi o mesmo que pedi à flor
Para que perfumasse por onde andei;
E a ti também sei que assim direi
O que digo ao Sol para que dê luz e cor.

Pedir-te-ei algo tão grande, maravilhoso;
Um pedido tão precioso, sublime, divino,
Que, por certo, me chamarás pretensioso.

Exijo-te, contrato e depois combino
Que sejas o que és - isto é imperioso!
E dar-te-ei o que já é teu: meu coração menino.

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