quinta-feira, 21 de junho de 2007

SONETO Nº 11

Quando enfim a morte me sorrir,
Da forma que jamais saberei,
Peço-te que não me prantei,
Por que vou para onde devo ir.

Guarda em ti o que em ti forjei
Com o fogo que sei, há de vir,
Quando sonhar-me ao dormir,
Dizendo-te o quanto a ti amei!

Levarei comigo este sentimento
E ele me bastará lá no distante;
Será minha casa e o alimento.

Assim, quando vier esse instante,
Jamais, em nenhum momento,
Prantei, o seu amor; seu amante!

Um comentário:

L. disse...

Belíssimos sonetos estão aqui presentes, meu caro.
É tão difícil achar blogs com boa poesia contemporânea...
Vc é bom! =]