terça-feira, 12 de junho de 2007

SONETO Nº 10

Estou à beira da loucura!
Seco as lágrimas na eira
Profunda de cada olheira;
Marcas da minha amargura.

Abro os braços em leira
À espera que alguma ternura
Brote em botão ou flor madura
E me afaste da pasmaceira.

Estou a um triz do desatino!
Solto vãs gargalhadas frias;
Talento pífio de um cabotino.

Morro às noites; finjo meus dias.
Se este homem já foi menino,
Perdeu-o junto com as alegrias.

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