quinta-feira, 29 de março de 2007

SONETO Nº 06

Bem cedo abandonei o conforto do ninho,
Pois havia tanto céu chamando por mim.
Como se fosse preciso ir em busca do fim.
Sendo eu o mundo e o mundo, passarinho.

E por ter sem rumo vagado nesse ínterim,
Paguei caro as penas surgidas no caminho.
Pois mesmo havendo par, estava eu sozinho.
Só eu não via não poder ser sempre assim.

Este desafio constante; este eterno cansaço
De quem ignora o perigo e pousa no alçapão.
Urgia mudar tal rumo; que houvesse novo traço.

Então encontrei abrigo no calor da sua mão.
Hoje, eu vôo tranqüilo; já atino ao que faço.
Embora prossiga alado, tenho os pés no chão!

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