quinta-feira, 29 de março de 2007

SONETO Nº 07

Quem dera pudesse ser eu
Personagem de mim mesmo,
Assim jamais viveria a esmo
Tal qual vulnerável aquileu.

Faria resguardo no peridesmo
E ainda que tachado bas-bleu
Moraria muito além da Cefeu,
Tendo o universo como sesmo.

Não me seria a vida uma ilha
Cingida pelo mar do tormento;
Viveria então eterna maravilha.

Felicidade em abarrotamento!
Findava em sonhos a toadilha
De tantos ais deste lamento.

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