quinta-feira, 29 de março de 2007

SONETO Nº 01

Todo aquele ser que, ao seu falar, apenas mente,
Que mente pelo nada e que mente pelo tudo,
Tem como seu normal esquecer sempre o conteúdo
Do que vive a chocalhar a toda e qualquer gente.

Melhor então seria se permanecesse mudo!
Ele, como possuísse a laringe sempre doente!
Deste modo nos pouparia, o tal indigente,
Do seu linguajar sempre tão falso e potocudo.

Mas o pedante realmente crê no que propala
Sempre tão veemente, sempre muito vigoroso,
Na sua com versa empolada, pífia e rala.

Quem, finalmente, desmascara o duvidoso,
Não resiste à tentação e solta a fala:
Cala essa boca, seu pedante mentiroso!

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